quinta-feira, março 13, 2008

Times They Are A Changing

Já não te falo há muito tempo, nem sei ao certo porque aqui estou novamente contigo. Talvez porque hoje vi um filme, um delicioso filme, apeteceu-me chorar, vi-me a mim mesmo desfeito em lágrimas, mas acho que interiorizei que isso não é coisa de pessoas feitas e gordas. Agora gostava de ter chorado, só para ir contra essa estúpida premissa. Dois anos sem aqui passar. Nesta ausência muitas coisas aconteceram, muitas ficaram por acontecer e muitas desejámos fazer acontecer, mas tu sabes, o ritmo impede devaneios e tudo nos impele ao caminho recto sem sobressaltos, mas como eu adoro curvas, tropeções e todos esses actos egoístas que me fazem cair para depois me puder levantar outra vez. Renascer! Mudar de casa, mudar duas ou três vezes de emprego por ano, saltos mortais em profissões, piruetas no futuro incerto mas sedutor! Vontade de rir, tu já reparaste como nos tentam castrar lançando para o ar palavras gélidas como empreendedor, sucesso, investimento, economia, e impigem todas as sílabas como se tirassem um coelho da cartola? Se insistirmos nisso os chineses arrebentam com tudo, no mais execrável pesadelo da guerra fria, no pior dos dois lados. Mas para que te falo disto tudo? O que eu queria dizer é que hoje é o fim do egoísmo, a minha filha cresceu, devias vê-la a brincar no chão da sala com legos e bonecos azuis. Salta de sofá em sofá com se fosse vento e não me deixa parar. Eu agarro-a quando cai desvairada e respiro sem pensar. Tento não deixá-la muito tempo em frente à televisão, mas o que é que um pai pode fazer?

domingo, fevereiro 10, 2008

Passado um ano

Passado um ano pensei em dar aqui uma saltadinha. Só para cumprimentar velhos amigos. Olá como estão? Este ano foi fértil em mudanças na minha vida, novas músicas, novas leituras, estudos (voltei à escola, quem diria !!!). Para já o que eu gostava era conseguir voltar a escrever aqui com alguma regularidade. Vamos lá ver se consigo. Um abraço e até jazz.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Claro que SIM que claro!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Canções 11



Sobre Tom Waits já disse tudo num post de 31 de Março (Canções 8), só não tinha ainda descoberto o YouTube nessa altura.
Video realizado por Jim Jarmusch.

terça-feira, outubro 10, 2006

Diário de viagens fictícias

Esta é uma cidade na foz de um rio escuro e esguio que abriu montanhas em dois à sua passagem, cravou braços nas margens e não parou senão perante o grande e interminável oceano que o acolhe com tumultuosas e indispostas ondas de espuma, apesar dos séculos, o rio será sempre um intruso. Mas se o rio se força no mar, não é menos verdade que a água salgada entra no caudal doce até quase trinta quilómetros no interior da terra quente. De uma colina alta junto à foz, observa-se a cidade a descer, trapalhona, até ao rio, ou melhor será dizer, a subir a partir do rio, porque são as margens, o ponto originário da evolução deste burgo, apesar de ao primeiro contacto visual, parecer que a cidade caíu do alto da montanha até ao rio, numa avalanche de telhas, cimento, janelas empedradas e animais aflitos.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Parabéns eu



Quando a tua morte se entrelaçou no meu nascimento, foi quando mais reparei em ti. Pensei neste dia que desapareceste e eu nasci, fazer-te uma pequena homenagem, nada de esfinges, tu sabes como detesto regressados, só uma coisa simples. Depois pensei que homenagens já tens bastantes e talvez o melhor seja pedir-te, não uma benção, antes uma direcção, um caminho seguro onde a tua voz guie os meus passos através da bruma dos dias, não me deixando impune. Não leves a mal a minha intenção é pura.

sábado, setembro 16, 2006

Arqui-inimigo



O meu arqui-inimigo pensa em coisas que não lembra às mais terriveis mentes. Tem pensamentos dementes e podres de insanidade. O meu arqui-inimigo tem o mesmo nome do que eu mas não sou eu, veste um corpo igual ao meu mas que não é o meu. É o diabo no meu ombro esquerdo, o sangue nas minhas veias. Tem super poderes e usa-os quando me deixo vencer, como a preguiça, a presunção e por vezes atira palavras pela minha boca que não tive sequer tempo de assimilar. O meu arqui-inimigo é forte, mas vou ganhando, às vezes perdendo batalhas, mas contra o amor e a razão, os meus super poderes mais fortes, ele fraqueza e desaparece, para novamente reaparecer. Nunca vou conseguir matá-lo, ele é eu, eu sou ele.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Leituras 11


Não gostei tanto como "Os nomes", mas não deixa de ser mais um romance conseguido por Don Delillo, este do ano de 1991. Convém reter uma frase deste livro, que nada tem de especial, mas, e depois de três dias de documentários sobre o 11 de Setembro (até sonhei com aquilo), achei interessante transcrever.
" Da janela virada a sul avistavam-se, recortadas na noite, as torres do World Trace Center, extremamente proximas e densas. Nelas, a palavra "ameaça" surgia em toda a extensão, toda a iminência da sua força."

terça-feira, setembro 12, 2006

Parte do que sou...



...anda algures entre estes livros e discos,
esquecido e espalhado nestas estantes,
ou,
finalmente arrumei o meu canto.

segunda-feira, setembro 11, 2006

quinta-feira, setembro 07, 2006

Morto no deserto



Não se consegue ver mas eu digo o que está ali escrito: 07/09/2006, na categoria Teatro no Porto, não foram encontradas ocorrências que satisfaçam a sua pesquisa. Finalmente a politica do nosso presidente de câmara está a dar frutos.

Pearl Jam



Tinha prometido a mim mesmo nunca mais ir a LIsboa ver um concerto e voltar no mesmo dia, mas foi mais forte do que eu. Ainda bem que faltei à promessa, os Pearl Jam deram um concerto memorável. Eddie Vedder falou bastante em português, principalmente para elogiar as ondas do nosso litoral. Cantou-se em coro as músicas mais antigas, fizeram dois encores para tocarem uma versão dos RAMONES em homenagem a Joey Ramone e o já habitual "Keep on rocking on the free world" de Neil Young. Valeu!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Canções 10

VELVET UNDERGROUND

Heroin

Mais um murro no estômago. Ouvi esta canção em casa de um amigo da secundária, corriam os anos oitenta. Apesar dos rasgados elogios que ele fez aos Velvet Underground eu não vi na altura a importância do que estava a ouvir. Alguns anos mais tarde e depois de muita outra gente me ter falado nos Velvet, eu decidi entender. Comprei o álbum da banana e descobri em domino a Factory, Andy Warhol e os seus filmes ultra realistas. Descobri Lou Reed, porventura o meu maior formador musical. A heroína, essa malfadada, descobri-a nas ruas de outras maneiras e quando tal aconteceu, a canção de Lou Reed começou a fazer sentido.

quinta-feira, agosto 31, 2006

Em memória de Pat



Vou escrever uma pequena história sobre esta tocante notícia publicada pelo Jornal de Letras, é imperativo, é fundamental para mim entrar dentro de uma mente sem memória, porque também sinto e imagino muitas vezes a sensação de ausência, de algo misterioso e encoberto pelo véu do passado que vagueia furtivo em mim.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Intercéltico Sendim 2006



Um festival diferente que não move massas. A maior parte das bandas eram espanholas e muito interessantes, de resto foi boa comida, sol, mergulhos no rio douro e bom ambiente. Pena ser tão longe, e daí, ainda bem que é longe.