domingo, julho 31, 2005

Avô

Dei comigo a pensar no meu avô e do muito que ainda poderia ter aprendido com ele, as aventuras de vida de um rapaz que com dezasseis anos é arrancado da aldeia para trabalhar numa fábrica na cidade, foi o que mais deixei escapar; se lhe tivesse prestado mais atenção, contava-vos com certeza outra coisa neste post. Mas tentem compreender, eu era apenas um miúdo borbulhento quando ele desapareceu, um catraio a tentar encontrar a melhor forma de encaixar a caixa de ossos no mundo. De qualquer maneira, tudo que quero dizer, é que só sabemos para onde vamos quando compreendemos de onde viemos.

1 comentário:

Rogue disse...

É verdade... Eu tive um pouco de mais sorte. O Meu avô praticamente criou-me. Muito do que sou a ele se deve e isso não esquecerei nunca. Por curiosidade passa no meu outro canto. O Diario do Meu Avô. Reflete um pouco daquilo que ele para mim significava.
Abraço