quinta-feira, outubro 12, 2006
Canções 11
Sobre Tom Waits já disse tudo num post de 31 de Março (Canções 8), só não tinha ainda descoberto o YouTube nessa altura.
Video realizado por Jim Jarmusch.
terça-feira, outubro 10, 2006
Diário de viagens fictícias
Esta é uma cidade na foz de um rio escuro e esguio que abriu montanhas em dois à sua passagem, cravou braços nas margens e não parou senão perante o grande e interminável oceano que o acolhe com tumultuosas e indispostas ondas de espuma, apesar dos séculos, o rio será sempre um intruso. Mas se o rio se força no mar, não é menos verdade que a água salgada entra no caudal doce até quase trinta quilómetros no interior da terra quente. De uma colina alta junto à foz, observa-se a cidade a descer, trapalhona, até ao rio, ou melhor será dizer, a subir a partir do rio, porque são as margens, o ponto originário da evolução deste burgo, apesar de ao primeiro contacto visual, parecer que a cidade caíu do alto da montanha até ao rio, numa avalanche de telhas, cimento, janelas empedradas e animais aflitos.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Parabéns eu

Quando a tua morte se entrelaçou no meu nascimento, foi quando mais reparei em ti. Pensei neste dia que desapareceste e eu nasci, fazer-te uma pequena homenagem, nada de esfinges, tu sabes como detesto regressados, só uma coisa simples. Depois pensei que homenagens já tens bastantes e talvez o melhor seja pedir-te, não uma benção, antes uma direcção, um caminho seguro onde a tua voz guie os meus passos através da bruma dos dias, não me deixando impune. Não leves a mal a minha intenção é pura.
terça-feira, setembro 26, 2006
sábado, setembro 16, 2006
Arqui-inimigo

O meu arqui-inimigo pensa em coisas que não lembra às mais terriveis mentes. Tem pensamentos dementes e podres de insanidade. O meu arqui-inimigo tem o mesmo nome do que eu mas não sou eu, veste um corpo igual ao meu mas que não é o meu. É o diabo no meu ombro esquerdo, o sangue nas minhas veias. Tem super poderes e usa-os quando me deixo vencer, como a preguiça, a presunção e por vezes atira palavras pela minha boca que não tive sequer tempo de assimilar. O meu arqui-inimigo é forte, mas vou ganhando, às vezes perdendo batalhas, mas contra o amor e a razão, os meus super poderes mais fortes, ele fraqueza e desaparece, para novamente reaparecer. Nunca vou conseguir matá-lo, ele é eu, eu sou ele.
quinta-feira, setembro 14, 2006
Leituras 11

Não gostei tanto como "Os nomes", mas não deixa de ser mais um romance conseguido por Don Delillo, este do ano de 1991. Convém reter uma frase deste livro, que nada tem de especial, mas, e depois de três dias de documentários sobre o 11 de Setembro (até sonhei com aquilo), achei interessante transcrever.
" Da janela virada a sul avistavam-se, recortadas na noite, as torres do World Trace Center, extremamente proximas e densas. Nelas, a palavra "ameaça" surgia em toda a extensão, toda a iminência da sua força."
terça-feira, setembro 12, 2006
Parte do que sou...
segunda-feira, setembro 11, 2006
quinta-feira, setembro 07, 2006
Morto no deserto
Pearl Jam

Tinha prometido a mim mesmo nunca mais ir a LIsboa ver um concerto e voltar no mesmo dia, mas foi mais forte do que eu. Ainda bem que faltei à promessa, os Pearl Jam deram um concerto memorável. Eddie Vedder falou bastante em português, principalmente para elogiar as ondas do nosso litoral. Cantou-se em coro as músicas mais antigas, fizeram dois encores para tocarem uma versão dos RAMONES em homenagem a Joey Ramone e o já habitual "Keep on rocking on the free world" de Neil Young. Valeu!
sexta-feira, setembro 01, 2006
Canções 10
VELVET UNDERGROUND
Heroin
Heroin
Mais um murro no estômago. Ouvi esta canção em casa de um amigo da secundária, corriam os anos oitenta. Apesar dos rasgados elogios que ele fez aos Velvet Underground eu não vi na altura a importância do que estava a ouvir. Alguns anos mais tarde e depois de muita outra gente me ter falado nos Velvet, eu decidi entender. Comprei o álbum da banana e descobri em domino a Factory, Andy Warhol e os seus filmes ultra realistas. Descobri Lou Reed, porventura o meu maior formador musical. A heroína, essa malfadada, descobri-a nas ruas de outras maneiras e quando tal aconteceu, a canção de Lou Reed começou a fazer sentido.
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Coisas minhas,
velvet underground
quinta-feira, agosto 31, 2006
Em memória de Pat

Vou escrever uma pequena história sobre esta tocante notícia publicada pelo Jornal de Letras, é imperativo, é fundamental para mim entrar dentro de uma mente sem memória, porque também sinto e imagino muitas vezes a sensação de ausência, de algo misterioso e encoberto pelo véu do passado que vagueia furtivo em mim.
sexta-feira, agosto 18, 2006
Intercéltico Sendim 2006
sábado, julho 29, 2006
terça-feira, julho 11, 2006
Amanhã seria diferente
És para mim um lobo negro que corre entre ervas altas olhos vermelhos do inferno que sentes e os dentes, reluzentes, no branco da lua cheia. Corres atrás de mim com uma fome canina perseguindo na bruma, na tumba, rumba. Finalmente alcanças-me e tudo que fazes é lamber-me as mãos, como um rafeiro abandonado, enfadado, regalado, rebolas a meus pés.
quarta-feira, julho 05, 2006
Estou triste é certo, mas não assim tão triste
"Uma das coisas de que me ocupo neste livro, e que, aliás, venho perseguindo desde sempre, é a questão da identidade. (...) A grande possibilidade de sermos felizes é poder construir e reconstruir identidades múltiplas ao longo da vida"
MIA COUTO "Jornal de Letras" de 10 de Maio.
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