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sexta-feira, dezembro 26, 2008

Harold Pinter


Um dos meus dramaturgos preferidos, juntamente com Beckett, Mamet, Sheppard, Horovitz entre poucos mais. Foi reconhecido o seu talento em vida, tendo-lhe sido atribuído o prémio Nobel em 2005. Morreu no dia 24 de Dezembro, deixou as peças cheios de gritos de alerta pela falta de dignidade da vida humana.
Um pequeno excerto do discurso de Pinter na Academia Sueca, onde o dramaturgo chamou terrorista ao governo de Bush e Blair. Pode ser ouvido na totalidade aqui. http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2005/pinter-lecture-e.html .
"The invasion of Iraq was a bandit act, an act of blatant state terrorism, demonstrating absolute contempt for the concept of international law. The invasion was an arbitrary military action inspired by a series of lies upon lies and gross manipulation of the media and therefore of the public; an act intended to consolidate American military and economic control of the Middle East masquerading - as a last resort - all other justifications having failed to justify themselves - as liberation. A formidable assertion of military force responsible for the death and mutilation of thousands and thousands of innocent people."

sexta-feira, outubro 14, 2005

Harold Pinter

"Não consigo resumir nenhuma das minhas peças. Não consigo descrever nenhuma. O que sei é dizer: foi assim que se passou, foi isto o que disseram, isto o que fizeram."
Harold Pinter
É um dos meus dramaturgos contemporâneos predilectos juntamente com Beckett e Israel Horovitz, fiquei pois contente por lhe ser atribuído o Nobel da Literatura. Existe um livro da Relógio D'Água com peças traduzidas, editado em parceria (penso estar a dizer a verdade), com os Artistas Unidos, que encenaram grande parte das sua obras em Portugal, aliás, Jorge Silva Melo, director dos Artistas Unidos (diga-se em abono da verdade o grande divulgador do obra de Pinter neste jardim), comprou os direitos de todas as suas obras para Portugal. O livro tem sete peças escritas entre 1957-1964, que são: O Quarto; Feliz Aniversário; O Serviço; O Encarregado; A Colecção; O Amante; Regresso a Casa. Vale a pena ler, sinto no ar reposições, já que encenado só em Lisboa.