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sábado, abril 05, 2008

Tri-Campeonato



Amanhã lá estarei no Dragão, com seis pontos ou não. Custa engolir a treta dos pontos vinda de uma justiça com ânsia de vingança. Custa engolir coisas como o que ouvi um "comentador" dizer na televisão, que seis pontos não compensam vinte anos. Quem não reconhece o mérito do FCP ao longo destes vintes anos não é "comentador", mas sim um escroque revoltado. Vamos para o TRI Campeão, com ou sem seis pontos, eu digo Campeão porque mesmo se o Porto perdesse todos os jogos até ao fim do campeonato ninguém conseguia chegar perto.

domingo, abril 23, 2006

A minha cidade campeã.

A minha cidade está em ebulição. Ouço buzinas no meu jardim, perto, longe. Um todo de buzinas como um zumbido. O Porto é campeão, o meu clube, a minha cidade. Não fui para a baixa, tenho uma filhota que ainda não entende nada de bola e por mim pouco vai ficar a entender, desde que seja do FCP. Não desejo mal aos meus adversários mas no ano passado custou-me ouvir umas buzinadelas esporádicas na rua, é como se o meu vizinho ficasse com a promoção no emprego e viesse festejar para a porta da minha casa.
Lembro-me quando o meu irmão tinha 13 anos e numa noite de S.João, perguntou inocente ao meu pai: “Este ano não ouve aquela festa antes do S.João?” A festa era o Porto campeão, foi o Boavista e bem aja também. A cidade também vibrou.
Viva a minha cidade campeã!

sábado, fevereiro 25, 2006

1987



As coisas que se descobrem quando se muda de casa. Corria o ano de 1987, tinha motivos para sorrir. Foi o ano do calcanhar do Madjer, a mais saborosa Taça dos Campeões Europeus, é verdade, a primeira é quase sempre a melhor. Rabat Ajax, Victovik, Brondby, Dinamo de Kiev, vi esta meia-final nas bancadas das Antas, sem conseguir por os pés nos chão. No dia do Bayern fui para o palácio de cristal e vi o jogo numa mesa do café, o écran gigante afinal não funcionou. Á primeira desilusão seguiu-se um golo que fez história. Ao meu lado, o Bexigas, famoso adepto portista, viajante companheiro do 52 Aliados, deu-me um abraço que me deixou marcas nas costelas durante meses, mas quem queria saber disso para alguma coisa, voaram canecas e mesas, quando Juary marcou o segundo o café explodiu. Gente até ali estranha, beijava-se e cumprimentava-se, a Taça era de todos nós e o povo foi para a baixa. Sou do clube da minha terra, sou também do Ramaldense e do Campinas logo a seguir. Também gosto um bocadinho do Boavista, o estádio do Bessa mesmo ao lado de onde nasci e a minha avó e os meus tios que me cantavam o hino xadrez, mas isso não se pode dizer a ninguém!

quinta-feira, setembro 29, 2005

...e mudemos de assunto.

Quando o treinador do Porto diz na conferência de imprensa antes do jogo com o Artmedia, que o Porto vai jogar à Porto, vê-se claramente que não entende o significado jogar à Porto. O F.C.Porto, e desde que a minha memória me consegue transportar, sempre foi uma equipa de sangue, suor e lágrimas. Não estamos habituados a vitórias morais, a jogar melhor do que o adversário e perder, em Portugal essa forma de estar pertence ao Sporting.
Todos os treinadores de sucesso no Porto que vão desde o Pedroto, Artur Jorge, Fernando Santos e acabando no Mourinho, formaram grandes equipas que sempre começaram de trás: Geraldão, Celso, Lima Pereira, Fernando Couto, Jorge Andrade, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, são exemplos de centrais que fizerem parte das grandes equipas do Porto. Rodolfo, André, Jaime Pacheco, Paulinho Santos e Costinha são exemplos de trincos que deixavam tudo em campo, num esforço de dragão que empolgava as bancadas das Antas. Este sempre foi o segredo do Porto para conseguir ombrear com as equipas de Lisboa, a dedicação e o esforço que em alturas se confunde com o granito da cidade.
O Porto joga hoje à Barcelona de Cruyft e Van Gaal, mármore polido, o que devo dizer é o futebol mais bonito que até hoje vi. Não tenho dúvidas que o Porto vai ganhar o campeonato português, porque o plantel é o melhor a nível nacional e as equipas portuguesas defendem atrás do meio campo e sempre de olho no ponto, que se torna muito difícil arrancar, devido ao fluxo de ataques e oportunidades que o Porto cria.